quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mais eu sou chata assim?





Umas das grandes contribuições dos tais filhos nas nossa vidas é a análise que eles fazem de nós mesmos, e da maneira mais direta, mostrando a própria genética e nossos gênios. Olha, é mais legal e custa a mesma coisa que fazer análise ( já que um analista você também sustenta por uns vinte anos).

Eu não dou o braço a torcer tão fácil nesse mundo. Tenho cabeça dura, personalidade forte e sei que muitas vezes fica longe de ser uma qualidade. Já perdi muita coisa, e continuo a perder por não saber reconhecer para os outros que estou errada- quando já estou mais do que convencida- ou que existe uma melhor opção a tomar do que a decidida antes.

E é nela, a menina que eu fiz e que hoje está com 4 anos que vejo todos os meus e seus( dela) defeitos, e só me comovi diante de uma grande e enorme pressão: fazer o pai dela parar de insistentemente aos choros e gritos da pequena tentar fazê-la admitir que ela estava errada em uma birra de criança.

- Para amor, para! Não adianta, olha como ela está chorando. Ela não vai falar que mudou de idéia, mas ela já mudou, eu sei, to vendo nos olhos dela.

- Mas ela ainda não falou.

- Ela não vai falar, desiste, para vai. Olha só o choro sufocante dela.
Não é culpa dela, é a minha personalidade, eu fazia a mesma coisa quando era criança, lembro de mil briga dessas com meus pais, é iqualzinho. To tendo um déjà vu.

- Não importa, ela tem que aprender a ver que está errada.

( Minha filha que durante uma meia hora insistia que o primo não poderia beber em um de seus copos coloridos, tinha como condição ir dar um dos copos para o menino, para então poder ir supermercado com o pai- coisa que ela tanto gosta).

- mas, ela já viu que ela está errada, você não tá vendo?

- Tá decidido ela fica aqui em casa.

Escutando o choro soluçado e tendo que ver aquele rostinho vermelho sofrido e desesperado por não saber ir lá dar o copo para o primo e entendendo na própria pele que por ela o menino já podia ficar com todos os copos- já era capítulo passado- ela só queria mesmo era fazer as pazes com o pai, abraçá-lo e ir ao supermercado colorido, eu resolvi dar o meu braço a torcer em uma confissão para que então o marido entedesse:

- Você não tá vendo? Ela tá fazendo o que eu faço quando nós brigamos! É iqualzinho. Sou eu falando para você: - pode decidir, faz o que você quizer. E muitas vezes também ao choro ( que nem minha minha filha manteiga derretida) sem saber admitir que mudei de idéia e concordei que a sua solução era a melhor...tantas vezes eu faço isso, mesmo sabendo que te irrita, eu não querendo te irritar eu não sei mesmo admitir o erro, você bem sabe...

Pronto, saiu naquele momento! pior do que um parto. Coisa que nem 1 ano e meio da cara terapia de casal tirou da minha boca.

Sem comentários:

Enviar um comentário